Sejam bem vindos a "Arte e etc..."

Sejam bem vindos!

Todos nós somos apaixonados por algo na vida, temos manias!... Colecionamos histórias, felizes ou não!
Colecionamos palavras, musicas, recortes de nós mesmos...
Aqui venho dividir com vocês os meus recortes, minhas paixões...
Que tal deixarem registrado os seus recortes também! É só deixar um comentário.

Abraços...


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Textos avulsos - Releituras!!!

O homem, as viagens

O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.

Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanização, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê visto - é isto?
idem
idem
idem.

O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
do sola a col-
onizar.
Ao acabarem todos 
Só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.

(Carlos Drummond de Andrade)


Abraços,
Até breve...

Fonte: Texto extraído do livro de Comunicação e Expressão de Magda Soares 8º ano











sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Textos avulsos - Releituras!!!

Competição

O mar é belo.
Muito mais belo é ver um barco
no mar.

O pássaro é belo.
Muito mais belo é hoje o homem
voar.

A Lua é bela.
Muito mais bela é uma viagem
lunar.

Belo é o abismo.
Muito mais belo o arco da ponte
no ar.

A onda é bela.
Muito mais belo é uma mulher
nadar.

Bela é a montanha.
Mais belo é o túnel para alguém
passar.

Bela é uma nuvem.
Mais belo é vê-la de um último
andar.

Belo é o azul.
Mais belo o que Cézanne soube
Pintar.

Porém mais belo
que o de Cézanne, o azul do teu
olhar.
(Cassiano Ricardo)

Abraços,
Até breve...

Fonte: Texto extraído do livro de Comunicação e Expressão de Magda Soares 8º ano


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mulheres em Alma!


Minha esperança perdeu seu nome... Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala. 
O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa. 
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes. 
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.



Abraços.
Até breve...

Fonte: Poesia de Cecília Meireles "Atitude" retirada do Blog Cultura de Travesseiro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Textos avulsos - Releituras!!!

Chuva com Lembranças
Cecília Meireles


COMEÇAM a cair uns pingos de chuva. Tão leves e raros que nem as borboletas ainda perceberam, e continuam a pousar, às tontas, de jasmim em jasmim. As pedras estão muito quentes, e cada gôta que cai logo se evapora. Os meninos olham para o céu cinzento, estendem a mão — e vão tratar de outra coisa. (Como desejariam pular em poças dágua! — Mas a chuva não vem...)

Nas terras sêcas, tanta gente, a esta hora, estará procurando também no céu um sinal de chuva! E, nas terras inundadas, quanta gente a suspirar por um raio de sol!

Penso em chuvas de outrora: chuvas matinais, que molham cabelos soltos, que despencam as flôres das cêrcas, entram pelos cadernos escolares e vão apagar a caprichosa caligrafia dos exercícios.

Chuvas de viagens: tempestades na Mantiqueira, quando nem os ponteiros dos pára-brisas dão vencimento à água; quando apenas se avista, recortada na noite, a paisagem súbita e fosfórea mostrada pelos relâmpagos. Catadupas despenhando sôbre Veneza, misturando o céu e os canais numa água única, e transformando o Palácio dos Doges num imenso barco mágico, onde se movem, pelos tetos e paredes, os deuses do paganismo e os santos cristãos. Chuva da Galiléia, salpicando as ruas pobres de Nazaré, regando os campos virentes, toldando o lago de Tiberíades coberto ainda pelo eterno olhar dos Apóstolos. Chuva pontual sôbre os belos campos semeados da França, e na fluida paisagem belga, por onde imensos cavalos sacodem, com displicente orgulho, a dourada crina...

Chuvas antigas, nesta cidade nossa, de perpétuas enchentes: a de 1811, que, com o desabamento de uma parte do morro do Castelo, soterrou várias pessoas, arrastou pontes, destruiu caminhos e causou tal pânico que durante sete dias as igrejas e capelas estiveram abertas, acesas, com os sacerdotes e o povo a implorarem a misericórdia divina. Uma, de 1864, que Vieira Fazenda descreve minuciosamente, com árvores arrancadas, janelas partidas, telhados pelos ares, desastres no mar e “vinte mil Lampiões da iluminação pública completamente inutilizados”.

Chuvas modernas, sem trovoada, sem igrejas em prece, mas com as ruas igualmente transformadas em rios, os barracos a escorregarem pelos morros, barreiras, pedras, telheiros a soterrarem pobre gente. Chuvas que interrompem estradas, estragam lavouras, deixam na miséria aquêles justamente que desejariam a boa rega do céu para a fecundidade de seus campos.

Por enquanto, caem apenas algumas gôtas daqui e dali. Nem as borboletas ainda percebem. Os meninos esperam em vão pelas poças dágua onde pulariam contentes. Tudo é apenas calor e céu cinzento, um céu de pedra onde os sábios e avisados tantas coisas liam outrora:

"São Jerônimo, Santa Bárbara Virgem,

lá no céu está escrito, entre a cruz e a água benta:

Livrai-nos, Senhor, desta tormenta!””

Texto extraído do livro “Quadrante 2 - 4ª Edição (com Biografias)”, Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1963, págs. 48 e 49.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Minha Vida!!

Independente do rumo em que nossos caminhos tomar, para sempre vou lhe amar!!



Para sempre Neoqeav...

Abraços...
Até breve...

Fonte: eu,  euzinha e Deus

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Minha Vida!


Saudades de minha vida, essa que ficou perdida junto a sua vida...
Áh Minha Vida... traz de volta a vida em Minha Vida, vida que é vida, 
certo que é a sua vida...
Oh saudades de Minha Vida, dai mim um sinal de Minha Vida na sua vida, assim...
Um folego de vida tenho a continuar a espera de Minha Vida!! 
Ooooooh vida de Minha Vida!!!



Para sempre Neoqeav...

Abraços...
Até breve...

Fonte: eu,  euzinha e Deus

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Minha Vida!

Lembrar de ti é felicidade, é sorri sem perceber..
Saudades de você Minha Vida!!


Para sempre Neoqeav...

Abraços...
Até breve...

Fonte: eu,  Fernanda Brum, euzinha e Deus